9. Jesus cai pela terceira vez.
10. Jesus é despojado de suas vestes.
11. Jesus é pregado na cruz.
9. Jesus cai pela terceira vez.
10. Jesus é despojado de suas vestes.
5. Jesus é ajudado por Simão de Cirene
6. Verónica enxuga o rosto de Jesus
7. Jesus cai pela segunda vez.

Nasceu a 15 de Novembro de 1937, sendo ordenado sacerdote em 30 de Julho de 1961. Durante décadas foi o pároco de Aranhas, cargo que manteve até 2005. A foto, de Agosto de 2005, diz respeito à festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso e mostra uma das últimas cerimónias que realizou enquanto pároco da aldeia.
Os meses de Dezembro e de Janeiro são momentos da matança do porco. Põem-se os enchidos no fumeiro e espera-se. Em breve será o momento de contactar com os sabores tradicionais que não têm igual em mais nenhum lado.
Todos os anos, cabe aos jovens da aldeia em idade de "irem às sortes" (à inspecção militar) a responsabilidade de manterem a tradição do madeiro. As "sortes" já não são o que eram, e a falta de gente nova acaba por fazer com que se juntem jovens e menos jovens na tarefa de recolher os troncos que serão imolados na véspera de Natal.
No dia 8 de Dezembro, tractores carregados de madeira transportam a lenha até ao adro da Igreja. Os sons de búzios e cornetas ecoam pela aldeia, avisando a população da sua chegada. As ruas enchem-se de gente ao som de vivas ao madeiro, à aldeia e a muitas outras coisas que se vão gritando ao longo do percurso. 
A tarefa de juntar todos os troncos concretiza-se perante o olhar da população que enche o adro. Nem a chuva miudinha que vai caindo afasta as pessoas. Mais uma vez a tradição se cumpre.
No dia 24, o madeiro acende-se. O Natal na aldeia ganha agora um calor diferente e umas cores quentes que amenizam o frio intenso. Nessa noite, as chamas serão rodeadas pelo som dos acordeons e dos cantares tradicionais. Pelo ar, as "fonas" de cinza fazem as vezes da neve que não cai.
As aldeias são feitas de coisas simples. Como esta rua, o silêncio e uma mulher que trabalha, sentada junto à porta de sua casa. E ao longe o Sol, num fim de tarde de Verão.

A aldeia comemora este ano um conjunto de datas importantes relacionadas com a sua história. Para assinalar as várias efemérides o artista da terra José Domingues concebeu a medalha comemorativa que aqui se mostra.

Agosto de 2002
23 de Agosto de 1962 (Festa das Vindimas)
Anos 80
Lembro-me dele, era eu miúdo. E a imagem que me ficou foi a de alguém sempre bem disposto, sempre com um sorriso nos lábios. Passei muitas tardes sentado nos degraus do balcão da sua casa. Infelizmente, a casa já não existe e, no seu lugar, está um "mamarracho" capaz de envergonhar todos aqueles com um mínimo de bom gosto.
Há pessoas que marcam os locais onde vivem. Que deixam memórias que perduram muito tempo depois de já terem partido. Uma dessas pessoas foi o padre António Robalo, pároco da freguesia de Aranhas durante muitos anos. Para além da sua missão de sacerdote, foi também professor de diversas crianças da aldeia. Passados quase 43 anos sobre o momento, recordemos aqui esta figura, numa foto tirada a 23 de Dezembro de 1963.
Aranhas é uma pequena aldeia da Beira Baixa. Apesar de não ter nascido ali, Aranhas é a minha aldeia. A terra da minha mãe, na qual passei momentos inesquecíveis na infância e na juventude.