Em 1209, o rei D. Sancho I atribuiu carta de foral a Penamacor. 800 anos depois, o acontecimento foi comemorado com uma representação de História ao vivo, na qual se recriou esse facto.fevereiro 24, 2009
Foral de Penamacor
Em 1209, o rei D. Sancho I atribuiu carta de foral a Penamacor. 800 anos depois, o acontecimento foi comemorado com uma representação de História ao vivo, na qual se recriou esse facto.janeiro 30, 2009
As visitas ao Mataranha
O gráfico mostra o número de visitas que o blog Mataranha teve ao longo de 2008. No total, por 4125 vezes aqui chegaram visitantes, um valor que, como não podia deixar de ser, é um incentivo a continuar a colocar por cá um pouco da vida da aldeia e das suas tradições e costumes.Por motivos pessoais não tem sido possível fazer grandes actualizações nos últimos tempos. Mas ao mesmo tempo que aqui deixo o meu bem haja a todos os que por cá passam - com especial relevo para os que aqui deixam os seus comentários - gostava de sublinhar a vontade de continuar a manter este espaço vivo. Como sempre, as colaborações de todos serão sempre bem vindas.
dezembro 25, 2008
Mensagem de Natal do Padre José Martins

Natal
“ O Verbo fez-se Homem e habitou entre nós” S. João I, 14
É este nascimento do Filho de Deus que vimos vivendo e celebrando em cada Natal.
Como pároco de Aranhas, este é o quarto Natal que passo convosco, e este ano o segundo, que celebro a tradicional Missa do Galo em Aranhas, e posso dizer-vos que me alegro e dou graças a Deus por tal.
Quero aqui deixar, por este meio, os meus votos sinceros de boas festas natalícias a todos os que se identificam com esta terra de Aranhas, pessoas com fé, sem ela ou que a procuram, pois o nosso Deus se fez Homem por todos.
No passado domingo reflectia, como o tempo passa e com ele, passam momentos que a meu ver são únicos e irrepetíveis. Aquilo que não sabemos aproveitar, as pessoas que deixamos de amar, as pequeninas coisas que porque não as temos, são enormes na falta que nos fazem.
Recordo na minha vida “outros” Natais, que em circunstâncias diferentes, me fizeram sentir em festa. Quem não se lembra, nos dias que já se contavam, para podermos ter aquele presente do Menino Jesus, sim, digo Menino Jesus, pois o Pai Natal só aparece com a comercialização deste tempo, e depois de receber tal presente, o admirávamos como uma verdadeira dádiva. E quem agora, como eu, não admira as mãos daqueles que nos faziam chegar esse presente, pelo seu trabalho, dedicação, amor e entrega total, como o nosso pai, a nossa mãe, a nossa avó e tantos outros …
Pois é, alguns ainda estão connosco, outros já estão na plenitude com Deus, mas o certo, é que esses natais, eram diferentes…
E agora como o celebramos?
Tantos e tantos o assinalam através das compras, das prendas, das festas e das iluminações nesta quadra natalícia.
Os que temos fé, devemos preparar convenientemente a nossa alma e o nosso coração para que o Deus Menino nasça dentro de nós e à nossa volta.
De que forma?
Não sei bem… Sei que Deus é Amor e que por Amor habitou no meio de nós e que também por isso mesmo o devemos dar ao outro.
Este tempo de Natal, pelo que representa, é tempo excepcional para nos dedicarmos aqueles que durante o ano, pelos afazeres da vida, nos desleixamos e nos desculpamos para não nos darmos como eles merecem e precisam. Falo da nossa família, dos nossos amigos, dos nossos companheiros…
Se não temos ouro, incenso, mirra, como os magos em Belém, temos com certeza uma palavra amiga, uma visita para fazer, um sorriso para dar, …
Que este Natal, são seja apenas mais um Natal, mas Natal de verdade, deixemos que o Amor nasça no nosso coração, pois digo-vos, para muitos é mais um Natal, mas não sabemos se vamos ter mais um Natal para nos darmos e para que outros o possam fazer.
Prometo ter presente na Santa Eucaristia da Noite de Natal, todos vós, e com um carinho mais especial, aqueles que não podem estar presentes, neste cantinho bonito de terra com o seu madeiro – Aranhas, uns pela doença, que a dor os impossibilita de se associarem, outros porque a difícil condição de vida a isso obriga, os nossos emigrantes, que sei por experiencia própria, que nenhum tempo, como este, custa a passar longe dos seus, e ainda, as famílias que vivem de forma profunda o luto pelos seus entes queridos e saudosos, a TODOS que O DEUS MENINO vos cumule com as suas BENÇÃOS.
Para que possa eu, celebrar o Natal, peço com sinceridade ao Deus Menino e a vós, o perdão para as minhas fragilidades.
Um SANTO NATAL.
São os meus votos sinceros.
José Martins, pároco da freguesia de Aranhas
“ O Verbo fez-se Homem e habitou entre nós” S. João I, 14
É este nascimento do Filho de Deus que vimos vivendo e celebrando em cada Natal.
Como pároco de Aranhas, este é o quarto Natal que passo convosco, e este ano o segundo, que celebro a tradicional Missa do Galo em Aranhas, e posso dizer-vos que me alegro e dou graças a Deus por tal.
Quero aqui deixar, por este meio, os meus votos sinceros de boas festas natalícias a todos os que se identificam com esta terra de Aranhas, pessoas com fé, sem ela ou que a procuram, pois o nosso Deus se fez Homem por todos.
No passado domingo reflectia, como o tempo passa e com ele, passam momentos que a meu ver são únicos e irrepetíveis. Aquilo que não sabemos aproveitar, as pessoas que deixamos de amar, as pequeninas coisas que porque não as temos, são enormes na falta que nos fazem.
Recordo na minha vida “outros” Natais, que em circunstâncias diferentes, me fizeram sentir em festa. Quem não se lembra, nos dias que já se contavam, para podermos ter aquele presente do Menino Jesus, sim, digo Menino Jesus, pois o Pai Natal só aparece com a comercialização deste tempo, e depois de receber tal presente, o admirávamos como uma verdadeira dádiva. E quem agora, como eu, não admira as mãos daqueles que nos faziam chegar esse presente, pelo seu trabalho, dedicação, amor e entrega total, como o nosso pai, a nossa mãe, a nossa avó e tantos outros …
Pois é, alguns ainda estão connosco, outros já estão na plenitude com Deus, mas o certo, é que esses natais, eram diferentes…
E agora como o celebramos?
Tantos e tantos o assinalam através das compras, das prendas, das festas e das iluminações nesta quadra natalícia.
Os que temos fé, devemos preparar convenientemente a nossa alma e o nosso coração para que o Deus Menino nasça dentro de nós e à nossa volta.
De que forma?
Não sei bem… Sei que Deus é Amor e que por Amor habitou no meio de nós e que também por isso mesmo o devemos dar ao outro.
Este tempo de Natal, pelo que representa, é tempo excepcional para nos dedicarmos aqueles que durante o ano, pelos afazeres da vida, nos desleixamos e nos desculpamos para não nos darmos como eles merecem e precisam. Falo da nossa família, dos nossos amigos, dos nossos companheiros…
Se não temos ouro, incenso, mirra, como os magos em Belém, temos com certeza uma palavra amiga, uma visita para fazer, um sorriso para dar, …
Que este Natal, são seja apenas mais um Natal, mas Natal de verdade, deixemos que o Amor nasça no nosso coração, pois digo-vos, para muitos é mais um Natal, mas não sabemos se vamos ter mais um Natal para nos darmos e para que outros o possam fazer.
Prometo ter presente na Santa Eucaristia da Noite de Natal, todos vós, e com um carinho mais especial, aqueles que não podem estar presentes, neste cantinho bonito de terra com o seu madeiro – Aranhas, uns pela doença, que a dor os impossibilita de se associarem, outros porque a difícil condição de vida a isso obriga, os nossos emigrantes, que sei por experiencia própria, que nenhum tempo, como este, custa a passar longe dos seus, e ainda, as famílias que vivem de forma profunda o luto pelos seus entes queridos e saudosos, a TODOS que O DEUS MENINO vos cumule com as suas BENÇÃOS.
Para que possa eu, celebrar o Natal, peço com sinceridade ao Deus Menino e a vós, o perdão para as minhas fragilidades.
Um SANTO NATAL.
São os meus votos sinceros.
José Martins, pároco da freguesia de Aranhas
Missa do Galo
No passagem do dia 24 para o dia 25, à meia-noite, celebrou-se a Missa do Galo que culminou com o beijar do menino Jesus.

dezembro 24, 2008
dezembro 23, 2008
dezembro 15, 2008
Termos antigos
A língua portuguesa - tal como todas as línguas - não é estática. Por isso, muitos termos usados numa determinada época, acabam por entrar em desuso. Aqui ficam algumas palavras antigas usadas na Beira Baixa em geral e em Aranhas em particular e que, actualmente, desapareceram das conversas do dia a dia:
- Anafiar (lisonjear)
- Bibedouro (espécie de ligadura para apertar o umbigo das crianças)
- Caputcha (agasalho de mulher)
- Carrapato (nu)
- Escolateira (cafeteira para fazer o chocolate
- Estar pirrónico estar mal-disposto)
- Levar lenha (apanhar uma sova)
- Mandil (avental de mulher)
- Mandongo (desajeitado)
- Reboleiro (chocalho para pendurar ao pescoço do gado)
- Redolho (último filho)
- Talamouco (pessoa que não sabe o que diz)
- Trancelim (fio de ouro)
- Zagalo (rapaz)
- Zorra (vagarosa)
- Anafiar (lisonjear)
- Bibedouro (espécie de ligadura para apertar o umbigo das crianças)
- Caputcha (agasalho de mulher)
- Carrapato (nu)
- Escolateira (cafeteira para fazer o chocolate
- Estar pirrónico estar mal-disposto)
- Levar lenha (apanhar uma sova)
- Mandil (avental de mulher)
- Mandongo (desajeitado)
- Reboleiro (chocalho para pendurar ao pescoço do gado)
- Redolho (último filho)
- Talamouco (pessoa que não sabe o que diz)
- Trancelim (fio de ouro)
- Zagalo (rapaz)
- Zorra (vagarosa)
Fonte: Aranhas Ontem e Hoje
dezembro 07, 2008
novembro 28, 2008
Até sempre
No dia 22 de Novembro faleceu o meu pai, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O funeral realizou-se em Aranhas, a terra dos seus sonhos. Aqui passou os 3 últimos anos da sua vida, concretizando um desejo que, em Lisboa, durante anos acalentou: o de regressar à “sua” terra do coração. Mesmo não sendo a sua terra de nascimento, pois nasceu na Aldeia de João Pires.Nos 3 anos que aqui viveu, saboreou aquela vida que o fazia feliz: trabalhar no campo, tratar da criação, passar horas e horas em trabalhos que, mesmo quando o cansavam, eram sempre feitos com prazer. Há um ano e meio teve um AVC que lhe roubou parte da força. Mas nem isso lhe tirou o gosto por esta vida. Por isso, era um “aranhiço” como poucos, preso a esta terra não pelos laços do nascimento, mas pelos laços da alma.
No dia 22 de Novembro partiu, deixando-nos cheios de saudade. Faz-nos falta o seu ar rezingão, as suas brincadeiras constantes, a sua teimosia e, sobretudo, a sua enorme vontade de ajudar os outros, a sua disponibilidade. A mim, pessoalmente, faz-me falta um pai que sempre fez o possível e o impossível para me dar tudo o que podia.
No dia 22, o corpo do meu pai chegou à aldeia já era noite. Muitos eram os que aguardavam a sua chegada, tal como muitos foram os que passaram pelo velório e, no dia 23, o acompanharam no seu funeral. A todos os que quiseram prestar-lhe uma última homenagem aqui deixo os meus agradecimentos. Apesar de a minha opinião não ser imparcial, acredito que mereceu essa homenagem, porque era um bom homem e um amigo sincero. Para além de ser um marido, um pai, um sogro e um avô fabuloso.
Este blogue não tem por objectivo falar da minha vida pessoal. Mas neste espaço dedicado a Aranhas, não podia deixar de registar esta perda.
Até sempre pai!
novembro 24, 2008
Obrigado
Não podia deixar de usar este espaço que tem servido para divulgar um pouco da vida de Aranhas sem prestar aqui o meu mais profundo agradecimento ao povo de Aranhas que, no dia 23 de Novembro, acompanhou o meu pai nesta transição entre a vida terrestre e uma outra vida mais serena.
Não sendo um "aranhiço" de nascença, era-o de alma, profundamente.
Não sendo um "aranhiço" de nascença, era-o de alma, profundamente.
outubro 23, 2008
outubro 16, 2008
Pessoas: José Nabeiro
Recebi um simpático email de Helena Nabeiro, que vive fora de Portugal há 17 anos e mandou duas fotos do pai - José Nabeiro. Segundo o que me referiu, o sr. José Nabeiro é o homem mais idoso de Aranhas. Aqui ficam as fotos e o bem haja pela colaboração neste espaço. A primeira é de 1930 e a segunda uma foto mais recente.


outubro 08, 2008
Pessoas: Ti Elvira
Soube há poucos minutos que faleceu a Ti Elvira. Estava perto de atingir um século de vida e até há pouco tempo ainda fazia as suas caminhadas diárias à capela, numa demonstração de vitalidade espantosa para a sua idade e de profunda devoção por Nossa Senhora do Bom Sucesso.Faleceu uma das pessoas que me habituei a ver, desde miúdo, na Rua do Rodeio. Vizinha dos meus avós, criou desde cedo junto de mim uma imagem de alguém que mantinha sempre um sorriso no rosto, tal como nesta foto, tirada em 2002. E já em adulto, sempre que me via chegar vindo de Lisboa, era com esse sorriso que me recebia, sorriso ao qual se juntavam sempre dois beijos de boas vindas.
Neste momento de pesar para a família, quero aqui deixar os meus sentidos pêsames. Mas, sobretudo, quero mandar um grande beijo à Ti Elvira. Certamente que lá onde se encontra, continuará a manter aquele sorriso que fez parte do seu dia a dia.
outubro 06, 2008
setembro 11, 2008
É linda a nossa aldeia
O título deste post é o título do email que recebi de Sandra Costa a quem já agradeço. Aqui fica o texto:
"Tenho lágrimas nos olhos... Tenho o corpo com um arrepio que só quem é de Aranhas o consegue sentir... Chamo-me Sandra Costa, nasci há 31 anos na nossa linda aldeia, na casa onde hoje os meus pais habitam. Como é normal nas nossas terras, por este nome ninguém me conhece mas se disser que sou filha do Tó Ferreirinha da Alice Mansa e neta da ti Lurdes Mansa já alguém me poderá reconhecer.
Aranhas é uma aldeia indescritível, unica na Beira Baixa. Os seus costumes, as suas tradições, a sua gente, os seus "filhos" sempre fieis à sua terra Natal, tornam-na diferente. Sempre que posso estou presente em todos os eventos que por lá são organizados. Participo e assisto a tudo o que me faz viver o tempo dos meus avós e dos meus pais. Hoje, ao consultar este site orgulho-me ainda mais da minha linda terra e do seu povo. Povo humilde, honesto, trabalhador mas acima de tudo alegre e reinadio. Povo de festas, de convívio que todos juntos formam "uma Família". É esta a terra onde eu nasci. Longe poderei estar mas nunca me vou esquecer de ti....Aranhas...Aranhas.
Ao senhor que elaborou e mantém actualizado este site o meu muito obrigada e parabéns pelo belo trabalho que tem feito. Com tudo o que possa, irei colaborar. Um beijinho Sandra Costa"
setembro 07, 2008
O trabalho do linho
agosto 31, 2008
A festa do Ramo
Uma semana após os festejos em honra de Nossa Senhora do Bom Sucesso, realiza-se o tradicional "Ramo". Neste dia já a aldeia não tem a enchente dos dias anteriores: muitos já partiram e em várias povoações vizinhas celebram-se as respectivas festas, o que condiciona a presença de "forasteiros". No entanto, a festa do Ramo reúne uma parte significativa dos que estão na aldeia e permite um último momento festivo antes do "regresso à normalidade" típico de uma pequena povoação beirã.
agosto 27, 2008
Email de António Serrano
Receber comentários aqui no blogue aos posts que vão sendo colocados, ou receber mensagens enviadas para o email, são sempre motivos de agrado, pois permitem ter noção de quem, de quem por aqui passa e das suas opiniões. Por isso, aqui fica o meu agradecimento a António Serrano que enviou o seguinte email:
Nascido em Aldeia de João Pires, tenho uma forte ligação a Aranhas por laços familiares e de Amizade, especialmente na Juventude que já está longe. Vivi mais de metade da minha vida aqui pelas margens do Sado, mas é bom verificar que há quem lute pelo desenvolvimento das nossas tão queridas Terras. Este blog é um exemplo que muito gostei de conhecer. Oxalá os destinatários tenham percebido e acolham o apelo que lhes é feito, pois só faz sentido se for de TODOS e para TODOS os naturais e Amigos de Aranhas.
António Serrano
Contribuição de Fernanda Robala Geraldes Garcia
Mais um contributo foi enviado para o blogue- Obrigado a Fernanda Geraldes Gargia pela foto e texto que aqui publico.
Aqui vai uma foto tirada em 1963, em Aranhas, na altura em que o meu pai (António Ferreira Geraldes) abalou para Angola. Recordação dos pais e irmãos dele. Na foto estão (a partir do lado esquerdo) :- a minha tia Maria de Fátima Ferreira Geraldes Esposa Duarte; a minha tia e madrinha Palmira Ferreira Geraldes Esposa Landeiro; os meus avós Palmira Henriqueta e José Geraldes.
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