junho 26, 2011

Festejos de S. João



No dia 25 de Junho, a Comissão de Festas organizou os festejos de S. João. Para além da sardinha assada, outras tradições se cumpriram, como a da fogueira que muitos saltaram e a queima da boneca.

junho 19, 2011

Festejos de São João

No próximo sábado, dia 25, a Comissão de Festas de Aranhas vai comemorar o São João durante a tarde e a noite. Convidam-se todos os que possam passar pela aldeia a participar nos festejos. Não vão faltar a sardinha e a carne assada, bem como a fogueira e a típica boneca que será queimada como manda a tradição.

junho 02, 2011

Monumento aos Combatentes do Ultramar

Aqui ficam as fotos que foram colocadas no facebook da aldeia de Aranhas por Zé da Fisga e fernando Serrano e que mostram o momento da inauguração do monumento que foi colocado junto a Penamacor para recordar todos os homens do concelho que combateram na Guerra Colonial.



maio 13, 2011

Mortes

Faleceram hoje duas pessoas de Aranhas: Serafim Timóteo e Celeste "Mocha". Às respectivas famílias aqui ficam os sentimentos por estas perdas.

maio 09, 2011

Faleceu João Landeiro

Realizou-se hoje o funeral de João Landeiro. A todos os familiares e amigos aqui ficam os sentimentos pelo seu falecimento.

abril 27, 2011

Festival de Folclore 2011 (parte 1)

No domingo de Páscoa, dia 25 de Abril, decorreu mais um Festival de Folclore em Aranhas. Neste ano em que se comemoram os 75 anos de vida do Rancho Folclórico de Aranhas, aqui ficam algumas fotos do acontecimento.




abril 25, 2011

Via Sacra 2011

Na 6ª feira Santa, realizou-se mais uma vez a Via Sacra pelas ruas da aldeia. Aqui ficam algumas fotos do acontecimento.


abril 10, 2011

Homenagem aos Combatentes da Guerra do Ultramar do Concelho de Penamacor

José Pascoal, um dos militares de Aranhas na Guerra Colonial

Os povos que ao longo dos séculos foram capazes de influenciar a evolução da Humanidade revêem-se e orgulham-se da sua História.
Um tal desempenho é sempre assinalado para a posteridade sob a forma de monumentos, filmes, livros, toponímia e outros tipos de registo.
O Povo Português tem seguramente lugar entre aqueles que - “dando novos mundos ao mundo” - conquistaram posição marcante em seu percurso histórico. Percurso onde glórias e lutas andam sempre indissociáveis.
Cabe às actuais gerações deixar aos vindouros o memorial dos históricos acontecimentos vividos nas últimas décadas, período em que, entre nós, se destaca a chamada Guerra do Ultramar (1961 – 1974) e da qual tem vindo a ser dado público testemunho por todo o País. Nesse duro esforço, a que a Pátria foi chamada, muitos conterrâneos do nosso concelho estiveram envolvidos e alguns deles pagaram a sua dádiva com o sacrifício da própria vida.
Ocorrendo neste ano de 2011 o cinquentenário do início daquele conflito bélico, considera-se justo e oportuno homenagear os combatentes naturais do concelho e, antes de todos, os mortos em combate nos vários teatros de operações.
Termos em que os signatários da Comissão Ad hoc abaixo identificada, têm a honra de convidar todos os ex-combatentes, familiares e população em geral, para homenagem a todos os Antigos Combatentes naturais do concelho, com destaque para os que deram a sua vida em nome da Pátria, cuja inauguração ocorrerá no Dia do Concelho, 1 de Junho, p.f. na Vila de Penamacor e de acordo com o programa a divulgar oportunamente.

Comissão de Homenagem
Dr. Domingos Torrão
Prof. Libério Candeias Lopes
Maj.Gen. João Afonso B. Soares

Falecidos em Angola
Amílcar Augusto Jacinto Martins
António Cardoso Saraiva
António Fernando Ramos
António Manuel Borrego Carreto
João Caria Ramos
João Lourenço Matos
João Manteigas Martins
José Costa Martins
José Marques
Manuel Moiteiro Leitão

Falecidos em Moçambique
António Lopes Salvado
Daniel Pereira Dias
João José da Fonseca Nabais
Joaquim Moiteiro Ribeiro
José António Landeiro Ribeiro
José dos Anjos Silva
Manuel Campos Cardoso
Manuel Joaquim Coelho Proença

Falecidos na Guiné
António Mota Carlos
Augusto Figueira Caria
Domingos Ramos Rodrigues
Fernando Pereira Lopes Raposo
Joaquim António Cardoso Firme
José Maria da Silva
Júlio Antunes Sapo.

Texto enviado por Libério Candeias Lopes

março 24, 2011

Fernando Pereira Lopes Raposo

Contribuição de Albertino Calamote, a quem agradeço publicamente.
Meu caro

Como amigo e admirador do excelente blogue Mata Aranha, e dado que em breve vamos, enfim, homenagear condignamente os Antigos Combatentes do concelho de Penamacor, venho solicitar o favor da publicação da imagem em anexo, deixando ao vosso gosto e critério o respectivo texto.

Trata-se duma foto de Fernando Pereira Lopes Raposo, que morreu na Guiné em 1964, com notícia do Diário Popular, jornal de então. O Fernando era o único filho de Cacilda Calamote (minha prima direita) e de Joaquim Raposo «Chora». Quem o conheceu sabe que era pessoa dos melhores sentimentos e grande amigo de Aranhas: por isso um dos mais valiosos e extraordinários tributos de que a Pátria é credora à vossa terra.

Muito obrigado.

Albertino Calamote

março 23, 2011

Proposta para a construção de um memorial aos ex-combatentes da Guerra do Ultramar

A pedido de Libério Candeias Lopes aqui fica esta informação.

Libério Lopes na Guiné (1965)

No almoço dos ex-combatentes do Ultramar realizado em 15 de Agosto de 2009, Libério Candeias Lopes apresentou a seguinte proposta:

"Infelizmente, os governos de Salazar e Marcelo Caetano não souberam ou quiseram compreender que as chamadas Províncias Ultramarinas Portuguesas queriam tornar-se independentes da Pátri-mãe e assim seguir o seu próprio destino.
Devido a isso, os povos desses territórios pegaram em armas, o que deu origem a uma luta a que hoje denominamos Guerra do Ultramar.
Como consequência, milhares de jovens portugueses lutaram na Guiné, Angola e Moçambique em nome de Portugal, baseados no Juramento que fizeram perante a Bandeira Portuguesa.
Cerca de 10 000 sacrificaram a sua própria vida a lutar por um ideal que pensavam ser o mais justo. Outros regressaram com as mais variadas deficiências físicas, incapacitados de levarem uma vida dita normal.
A maioria, como nós aqui presentes, que também deu o melhor de si próprios, durante essa guerra, mas que teve a sorte de regressar, manteve-se fiel a esse passado não como saudosistas, mas que respeita e que, teimosamente tenta esquecer, mas que não consegue.
Ficamos marcados para sempre e por isso mesmo aqui nos juntamos, hoje neste pequeno convívio, como costumamos fazer em muitos outros convívios da nossa Companhia, por este país fora.
Por aquilo que fizemos e não merecíamos passar.
Em memória dos mortos naturais do nosso Concelho arevemo-nos a sugerir à Câmara Municipal o seguinte:
A construção de um Memorial dedicado a todos os ex-combatentes  naturais do concelho com destaque para os que deram a vida em nome da sua Pátria;
Que o mesmo memorial seja inaugurado no próximo ano no dia 10 de Junho ou no dia do concelho;
Que para isso sejam contactados todos os ex-combatentes naturais do concelho e os familiares dos falecidos em combate;
Que para esse efeito seja formada uma Comissão Organizadora com a participação de alguns ex-combatentes."

março 20, 2011

O nascimento da Liga dos Amigos de Aranhas (conclusão)

Voltando ao ex-edifício da Escola Feminina e chegando a Junta de Freguesia à conclusão de nada poder ali fazer por falta de verbas, o Presidente propõe a sua devolução ao Estado na condição do mesmo ser cedido à Liga dos Amigos de Aranhas. Isso concretiza-se e a Liga compra o edifício por 15 000 escudos (cerca de 75€).
Começa assim um longo caminho que irá finalmente resolver as muitas dificuldades até então existentes. Graças ao esforço dos Corpos Gerentes, ao empréstimo e trabalho de muitos sócios, à realização de festas e outras acções, dão-se início às obras de restauração do edifício.
Ali se instalaram a L.A.A., a Junta de Freguesia, o Posto Médico, o Rancho Folclórico, a Casa do Povo e o Curso de Educação de Adultos.
Estava concretizado o primeiro objectivo da Liga dos Amigos de Aranhas.
Com o 25 de Abril, o poder local fortalece-se e cria autonomia financeira. Por isso mesmo, a Junta de Freguesia adquire um edifício onde instala a sede e o Posto Médico. O Rancho Folclórico instala-se no edifício escolar, entretanto desactivado. A Liga cria o Centro de Dia e expande as suas instalações.
Hoje a L.A.A. é uma Instituição Privada de Solidariedade Social e a sua principal actividade é o Centro de Dia.

março 11, 2011

O nascimento da Liga dos Amigos de Aranhas (2ª parte)

Perante tudo isto, Libério Lopes tem uma ideia: fundar uma Associação que, depois de legalizada, poderia conseguir de outra forma o que a Junta não conseguiu. Resolveu dar-lhe um nome: Liga dos Amigos de Aranhas.

A 15 de Agosto de 1971, convida a população para uma reunião que se realizou no logradouro da Escola Primária e propõe essa ideia aos presentes. A ideia é aceite. Dessa reunião é feita a acta que a seguir se transcreve:
Acta nº. 1

Aos quinze dias do mês de Agosto de mil novecentos e setenta e um, pelas dezasseis horas, no Pátio da Escola Primária de Aranhas e a convite do Presidente da Junta de Aranhas, prof. Libério Candeias Lopes, reuniram-se algumas dezenas de naturais de Aranhas a fim de serem focados alguns problemas do maior interesse para a freguesia.

Em virtude de a Junta de Freguesia só por si não poder resolver a maioria dos problemas, o professor Libério lançou a ideia de uma Liga de Amigos a fundar em Aranhas. Explicou aos presentes o que seria essa Liga, quais as obrigações e regalias dos sócios e as finalidades da referida Liga. Essa ideia foi aprovada por unanimidade e ficou assente que a cota mínima seria de cento e vinte escudos anuais. Logo aí se inscreveram vários amigos sendo de salientar o sr. José Pereira que se inscreveu com a quantia de seiscentos escudos anuais.

Foi decidido nomear uma Comissão que iria tratar da organização da referida Liga. Estava assim lançada a primeira pedra. E para que se torne mais válido o presente acto irão pois descritos alguns nomes dos presentes nessa primeira reunião:

José Pereira; Manuel Landeiro Lopes; Libério Candeias Lopes; Raúl Mendes Landeiro; José Albino da Manata; Rui Pires Lisboa; Amorim Mendes Candeias; José Geraldes da Lopes; José Lopes Canudo; José Brás Carreto; José Landeiro Ferreira; António Carreto; Belmiro Pires Salvado; José Geraldes Dionísio; Inácio Carreto Bernardo; José Raposo; António Toscano Borreguinho; António Simão; Manuel Pinheiro Ramos; José Rapoula Justino; Humberto Lopes Geraldes; José Dionísio de Matos; José Simões; João Mendes Robalo; António Menas Andrade; José Raposo da Violante; António Rodrigues Rapoula; João António Esteves Landeiro; José Landeiro Lopes; Manuel Esteves Landeiro.

Um longo caminho foi percorrido desde esse dia. Foi graças a muita persistência e um árduo trabalho de muitos aranhenses que hoje a Liga é uma realidade.

A primeira Assembleia Geral realizou-se em 23.12.1971.

Os primeiros Corpos Gerentes foram:

Direcção:
Presidente: Prof. Libério Candeias Lopes
Vice-Presidente: José Lopes Nunes
1º Secretário: Prof. José Mendes Marcelo
2º Secretário: Abel Domingos Carreto
Tesoureiro: Manuel Ramos Domingues António
Vogal: Joaquim Neves Carreto
Vogal: José Pascoal

Secretário-Geral: António Rodrigues Rapoula
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Conselho Fiscal:
Dr. Manuel Martins Lopes Marcelo
António de Jesus Marcelo
Manuel Esteves Landeiro

Assembleia-Geral:
Dr. António José Martins Ferreira
Prof. Manuel Esteves da Fonseca Ferrão
José Domingues Ramos
Ten. José Landeiro Lopes
Os corpos Gerentes atrás citados mantiveram-se em actividade até Maio de 1976.