

No edifício sede da Liga dos Amigos de Aranhas funciona, num espaço exíguo, o - chamemos-lhe assim -"Museu" de Aranhas. Dezenas e dezenas de peças mostram um pouco da história da aldeia e dos usos e costumes da região. Merecia outras instalações, mais amplas e abertas à comunidade, que fizesse juz áquele espólio mais ou menos escondido, que poucos visitam.
O vestuário representa o trajar da nossa região nos finais do século XIX. Por um lado, as cores vivas, principalmente das mulheres, demonstram bem a vivacidade, a alegria e a simplicidade das gentes da Beira. Por outro lado, as cores torradas, cor da terra, mais acentuadas no vestuário dos homens, é uma característica evidente no homem do campo.
Mulher: Sapatos do mesmo material das botas dos homens para as bailarinas e pretos para as restantes; meias brancas bordadas, saiote rodado e às pregas de pano, de feltro de várias cores e barra com recortes ao fundo; blusa em que predomina o tom escuro, com efeitos e folhos; xaile de cor com flores ou um pavão bordado nas costas e colocado sobre os ombros, cruzando à frente para apertar atrás; e lenço de merino antigo, a apertar em cima da cabeça.

Ao longo da procissão entoam-se cantares tradicionais:
A imagem de Nossa Senhora é colocada na Igreja Paroquial, onde ficará até domingo.

O CD do Rancho Folclórico de Aranhas reune 28 temas musicais tendo logo a abrir - o "hino" Mata Aranha que se pode ouvir aqui no blog.
9. Jesus cai pela terceira vez.
10. Jesus é despojado de suas vestes.
5. Jesus é ajudado por Simão de Cirene
6. Verónica enxuga o rosto de Jesus
7. Jesus cai pela segunda vez.

Nasceu a 15 de Novembro de 1937, sendo ordenado sacerdote em 30 de Julho de 1961. Durante décadas foi o pároco de Aranhas, cargo que manteve até 2005. A foto, de Agosto de 2005, diz respeito à festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso e mostra uma das últimas cerimónias que realizou enquanto pároco da aldeia.
O convite irresistível para um passeio pelas ruas e azinhagas da aldeia. Um festim para os sentidos, mistura de cheiros, sons e paisagens que nos entram pela alma.
Os meses de Dezembro e de Janeiro são momentos da matança do porco. Põem-se os enchidos no fumeiro e espera-se. Em breve será o momento de contactar com os sabores tradicionais que não têm igual em mais nenhum lado.
Todos os anos, cabe aos jovens da aldeia em idade de "irem às sortes" (à inspecção militar) a responsabilidade de manterem a tradição do madeiro. As "sortes" já não são o que eram, e a falta de gente nova acaba por fazer com que se juntem jovens e menos jovens na tarefa de recolher os troncos que serão imolados na véspera de Natal.
No dia 8 de Dezembro, tractores carregados de madeira transportam a lenha até ao adro da Igreja. Os sons de búzios e cornetas ecoam pela aldeia, avisando a população da sua chegada. As ruas enchem-se de gente ao som de vivas ao madeiro, à aldeia e a muitas outras coisas que se vão gritando ao longo do percurso. 
A tarefa de juntar todos os troncos concretiza-se perante o olhar da população que enche o adro. Nem a chuva miudinha que vai caindo afasta as pessoas. Mais uma vez a tradição se cumpre.
No dia 24, o madeiro acende-se. O Natal na aldeia ganha agora um calor diferente e umas cores quentes que amenizam o frio intenso. Nessa noite, as chamas serão rodeadas pelo som dos acordeons e dos cantares tradicionais. Pelo ar, as "fonas" de cinza fazem as vezes da neve que não cai.
As aldeias são feitas de coisas simples. Como esta rua, o silêncio e uma mulher que trabalha, sentada junto à porta de sua casa. E ao longe o Sol, num fim de tarde de Verão.

A aldeia comemora este ano um conjunto de datas importantes relacionadas com a sua história. Para assinalar as várias efemérides o artista da terra José Domingues concebeu a medalha comemorativa que aqui se mostra.