Os incêndios que este ano têm assolado a região fazem-nos pensar que a prevenção é a melhor solução. No entanto, na aldeia parece que se quer brincar com o fogo. Basta caminhar por alguns terrenos e ver o estado em que se encontram, com giestas do tamanho de pessoas adultas, cascas de eucalipto abandonadas pelo chão, formando uma camada de materiais facilmente combustíveis, enfim... um desleixo que pode vir a custar caro. Este mês de agosto já tivemos um susto, com um incêndio que ficou às portas da mancha de eucaliptos que rodeiam o monte da capela de N. Sra. do Bom Sucesso. Felizmente que a atuação dos bombeiros impediu as chamas de chegar a essa zona que é uma autêntica bomba! Esperemos que um destes dias não sejamos obrigados a chorar danos maiores. A falta de limpeza de muitos terrenos são um convite a uma tragédia.
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agosto 26, 2013
agosto 20, 2013
Fogo às portas de Aranhas
Ontem, dia 19 de agosto, o fogo voltou a visitar terrenos da região. Desta vez, a dois quilómetros da aldeia, mais um incêndio obrigou à intervenção dos bombeiros com viaturas terrestres e meios aéreos.

agosto 11, 2013
agosto 09, 2013
Incêndio em Aranhas
A aldeia viveu hoje momentos de medo e ansiedade quando as
chamas deflagraram num terreno agrícola perto da capela de N. Sra. Do Bom
Sucesso e rapidamente alastraram para outros terrenos. Num dia de muito calor –
felizmente sem vento – e com a rápida atuação dos bombeiros (fortemente
auxiliados por 3 helicópteros), as chamas não atingiram a mancha de eucaliptos,
o que poderia ter provocado uma tragédia de enormes dimensões.
Este incêndio, provocado por um acidente fortuito quando uma
máquina agrícola se incendiou, faz-nos pensar em muitas coisas. Em primeiro
lugar, no vergonhoso estado em que se encontram alguns terrenos. Quando, por
exemplo, os donos colhem a madeira de eucalipto e deixam no terreno as cascas e
os ramos, quando as giestas atingem tamanhos superiores aos de um adulto,
está-se, literalmente, a “brincar com o fogo”. E basta passear por aquela zona
e ver os autênticos barris de pólvora que por ali existem. Basta um fósforo e
temos o cenário preparado para uma tragédia de grandes dimensões. Que bom seria
que o “susto” de hoje levasse à tomada de medidas para que este assunto – que
diz respeito à segurança de pessoas e bens de todos – fosse levado a sério.
Um outro aspeto curioso e pouco compreensível tem a ver com
o facto de termos na aldeia uma fonte que, 24 horas por dia, 365 dias por ano,
está a lançar para a via pública, litros e litros de água. Num momento destes,
em que, por exemplo, os helicópteros precisaram de abastecer por diversas
vezes, imagina-se que falta poderia ter feito todo esse caudal de água que vai
sendo desperdiçada diariamente. Por que não um projeto que levasse a essa
recolha para que pudesse ser usada em momentos como estes? Afinal de contas,
numa época em que a água é um bem cada vez mais precioso, desperdiçá-la desta
forma é, parece-me, pouco sensato.
outubro 03, 2012
Foto de 1957
1957-O povo de Aranhas dirige-se para a eira do Sr. Bernardino. Foto de Zé Cunha.
janeiro 30, 2012
A escola em Aranhas
Embora nunca tenha dado aulas na escola primária de Aranhas, ia lá quase todos os dias, pois nela exerceu a minha esposa, professora Rosa Carreto desde 1968 a 1997.
Conheci e acompanhei o percurso escolar da maioria dos jovens de Aranhas.
Ao longo destes anos fui tirando fotos, algumas das quais envio.Não as dato porque me é dificil fazê-lo. Também não menciono nomes, pois todos conseguem reconhecer-se.
Para os que estão vivos uma longa vida.
Conheci e acompanhei o percurso escolar da maioria dos jovens de Aranhas.
Ao longo destes anos fui tirando fotos, algumas das quais envio.Não as dato porque me é dificil fazê-lo. Também não menciono nomes, pois todos conseguem reconhecer-se.
Para os que estão vivos uma longa vida.
Texto e imagens enviados por Libério Lopes
janeiro 25, 2012
Texto enviado por José Francisco Robalo Borrego
Agradecia a publicação no Blogue Mataranha do texto abaixo indicado:
Eu, tenente-coronel José Borrego, quarenta anos depois, revisitei a Guiné. A estadia foi apenas de uma semana, mas deu para matar saudades e verificar algum progresso naquele novo país africano.
Para dizer a verdade, gostei do que vi. Constatei que Bissau está enorme e é uma cidade com muita vida, desde o comércio aos meios de transporte, principalmente os táxis e os autocarros “os toca-toca”.
Visitei locais que só conhecia de nome no tempo da guerra, tais como: SAFIM, CÓ, CACHUNGO (EX-TEIXEIRA PINTO), PELUNDO, COMURA, PRABIS, QUINHAMEL, NHACRA E CUMERÉ.
Revisitei com muita emoção a minha antiga unidade, Grupo de Artilharia nº7, em Santa Luzia, transformada em escola secundária do 1º ao 12º ano.
A população da Guiné continua simpática e muito hospitaleira.
Desejo à Guiné e aos guineenses muita paz e desenvolvimento.
ANEXO: Junto uma foto minha em momento de descontracção, em QUINHAMEL, após almoço com uns amigos.
Muito obrigado e boa sorte para o BLOGUE.
Lisboa, 23 de Janeiro de 2012
JOSÉ FRANCISCO ROBALO BORREGO
janeiro 15, 2012
Escola em Aranhas (1928?)
Considero esta foto uma autêntica relíquia. Ela é ,certamente, anterior a 1930. Pela idade que sei de algumas jovens ali presentes,uma delas a minha falecida sogra que nasceu em 1917, será, pois, de 1927/28 (sem certezas absolutas).
Sei o nome de alguns professores que por aqui passaram, mas não consegui identificar os da fotografia.
Pelo que se pode observar havia muitos jovens a frequentar a escola e parece faltarem ali os mais pequeninos.Não sendo o ensino obrigatório ,é de salientar o grande número de meninas.
Do grupo identifico apenas dois vivos, embora reconheça alguns dos outros com quem ainda convivi.
Estes jovens foram pais, avós e bisavós de muitos de nós.
Deixo a cada um de vós a tarefa de os identificar.Acho que valerá a pena.
Sei o nome de alguns professores que por aqui passaram, mas não consegui identificar os da fotografia.
Pelo que se pode observar havia muitos jovens a frequentar a escola e parece faltarem ali os mais pequeninos.Não sendo o ensino obrigatório ,é de salientar o grande número de meninas.
Do grupo identifico apenas dois vivos, embora reconheça alguns dos outros com quem ainda convivi.
Estes jovens foram pais, avós e bisavós de muitos de nós.
Deixo a cada um de vós a tarefa de os identificar.Acho que valerá a pena.
Foto e texto enviados por Libério Lopes
julho 01, 2011
Contributo de Sandro Geraldes
Aqui fica o texto e as imagens mandadas por Sandro Geraldes, a quem agradeço publicamente por esta interessante contribuição.
Antes demais gostaria de felicitá-lo pela excelente iniciativa de criação deste blog sobre a nossa querida terra, é ainda de louvar os esforços encetados para manter e alimentar este site e de dar a conhecer a nossa terra, suas gentes e costumes neste mundo de globalização e da informação.
Como seguidor do blog e principalmente como Aranhiço de alma e coração que por motivos profissionais se encontra afastado da nossa querida aldeia, venho por esta forma testemunhar, que quem nasce, vive e/ou contacta com Aranhas e/ou sua gente, jamais esquece e existirá sempre alguma situação que nos fará recordar a aldeia ou suas gentes.
Eu tendo nascido, sido criado em Aranhas e com os meus familiares, felizmente, ainda em Aranhas, sou testemunha do que acima referi; em 2009 e 2010, por razões profissionais estive 1 ano na UNIFIL, missão da ONU, no Sul do Líbano. Ao fazer uma visita a uma das cidades históricas, BYBLOS, (cidade fundada em 5000 A.C.,que se constitui como um verdadeiro livro de historia ao ar livre, visto que possui ruínas e vestígios desde, os gregos, fenícios, egípcios, persas, árabes e cristãos) atualmente um enclave cristão no meio de um pais maioritariamente mulçumano, deparei-me com uma capela e uma figura extremamente familiar, tão só, a padroeira da nossa querida aldeia- NOSSA SENHORA DA PENHA, o que me fez ainda ter mais saudades e vontade de regressar. Por essa razão, e ainda porque se tem aranhiços espalhados pelos quatro cantos do mundo, decidi também partilhar, se assim for do interesse do administrador do site, a presença da nossa padroeira pelo mundo, ainda mais neste caso especifico de estar no meio dum pais Muçulmano.
Antes demais gostaria de felicitá-lo pela excelente iniciativa de criação deste blog sobre a nossa querida terra, é ainda de louvar os esforços encetados para manter e alimentar este site e de dar a conhecer a nossa terra, suas gentes e costumes neste mundo de globalização e da informação.
Como seguidor do blog e principalmente como Aranhiço de alma e coração que por motivos profissionais se encontra afastado da nossa querida aldeia, venho por esta forma testemunhar, que quem nasce, vive e/ou contacta com Aranhas e/ou sua gente, jamais esquece e existirá sempre alguma situação que nos fará recordar a aldeia ou suas gentes.
Eu tendo nascido, sido criado em Aranhas e com os meus familiares, felizmente, ainda em Aranhas, sou testemunha do que acima referi; em 2009 e 2010, por razões profissionais estive 1 ano na UNIFIL, missão da ONU, no Sul do Líbano. Ao fazer uma visita a uma das cidades históricas, BYBLOS, (cidade fundada em 5000 A.C.,que se constitui como um verdadeiro livro de historia ao ar livre, visto que possui ruínas e vestígios desde, os gregos, fenícios, egípcios, persas, árabes e cristãos) atualmente um enclave cristão no meio de um pais maioritariamente mulçumano, deparei-me com uma capela e uma figura extremamente familiar, tão só, a padroeira da nossa querida aldeia- NOSSA SENHORA DA PENHA, o que me fez ainda ter mais saudades e vontade de regressar. Por essa razão, e ainda porque se tem aranhiços espalhados pelos quatro cantos do mundo, decidi também partilhar, se assim for do interesse do administrador do site, a presença da nossa padroeira pelo mundo, ainda mais neste caso especifico de estar no meio dum pais Muçulmano.
Entrada da Capela.
Imagem de N. Sra. da Penha.
Vista geral das ruinas de Byblos.
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